Em 2021, o CURO nasceu de uma ideia simples: a arquitectura de qualidade não deveria ser um luxo.
Nasceu também de uma convicção. A de que um projecto de arquitectura deve começar antes das plantas, dos materiais ou das imagens 3D. Deve começar por quem vai viver aquele espaço.
Como é que tu vives?
Foi a partir desta pergunta que o atelier começou a construir a sua forma de fazer arquitectura. E, cinco anos depois, a pergunta continua exactamente a mesma.
O que mudou foi tudo o que aconteceu entretanto.
Uma ideia que já não cabia numa gaveta.
Quando o CURO surgiu, havia uma vontade muito clara de criar uma arquitectura próxima das pessoas, atenta à vida quotidiana e capaz de responder às necessidades reais de quem habita um espaço.
Isso significa olhar para a arquitectura residencial para além da estética. Significa perceber rotinas, hábitos, relações, necessidades e formas de ocupar uma casa. Significa projectar espaços que façam sentido para as pessoas que os vão viver.
Desde o início, o atelier trabalhou em projectos de arquitectura de raiz e em processos de reabilitação, conciliando novas necessidades com a história e as características dos edifícios existentes.
Porque uma casa não é apenas um conjunto de divisões. E reabilitar não é simplesmente transformar o que existe.
É perceber o que vale a pena manter, o que precisa de mudar e como criar uma nova relação entre o espaço e quem o habita.
Quatro anos de arquitectura, projectos e oportunidades inesperadas
Ao longo destes quatro anos, o CURO foi crescendo através dos projectos, das pessoas e das oportunidades que foram surgindo pelo caminho.
O atelier participou em concursos internacionais de arquitectura e recebeu distinções por diferentes propostas. Entre elas, o 2.º lugar no Ethereal, Iceland Beer Spa, e o 3.º lugar no concurso De Profundis.
O CURO foi também finalista em concursos como CASA, La Casa di Bau, Forest, Deference, Selene, Tori e Chashitsu, além de ter recebido menções honrosas em Cyclops, Ursula, Think Small Design Even Smaller e Light Challenge.
Mas nem tudo aquilo que marcou o percurso do atelier estava previsto.
O trabalho do atelier chegou à RTP, foi publicado numa revista francesa de arquitectura e deu origem a um convite para participar num podcast com mais de 100 mil ouvintes.
Nenhuma destas coisas fazia parte de um plano inicial, mas foram consequências do que foi construído nos últimos anos.
Quando a identidade visual precisa mudar
É natural que uma marca mude à medida que cresce.
Nos primeiros anos, a identidade visual de um atelier ajuda a apresentar uma ideia, uma visão e uma forma de trabalhar. Mas chega um momento em que essa identidade pode deixar de representar aquilo que a marca se tornou.
Foi exactamente isso que aconteceu com o CURO.
O atelier já não era o mesmo de 2021. Tinha mais projectos, mais experiência, novas referências e uma presença digital mais consolidada.
A comunicação precisava de acompanhar essa evolução.
Por isso, o CURO apresenta agora uma nova identidade visual, acompanhada por um novo website e por uma linguagem mais contida.
Não porque seja necessário dizer mais.
Mas porque, quando o trabalho ganha consistência, as palavras podem ganhar peso.
A nova identidade procura traduzir essa maturidade sem apagar aquilo que esteve na origem do atelier. É uma evolução, não uma ruptura.

Uma nova imagem. A mesma forma de fazer arquitectura.
Um rebranding não precisa de significar começar de novo.
No caso do CURO, significa olhar para o caminho percorrido e perceber o que permanece.
Permanece a ideia de que a arquitectura deve estar ao serviço de quem a vive.
Permanece a atenção aos detalhes, às necessidades concretas e à relação entre pessoas e espaço.
Permanece a vontade de criar projectos de arquitectura que não sejam apenas visualmente interessantes, mas que façam sentido no dia a dia.
E permanece a pergunta que acompanha o atelier desde o início:
Como é que tu vives?
É a partir dela que começa cada projecto.
Porque duas pessoas podem viver na mesma cidade, ter casas com áreas semelhantes e necessidades completamente diferentes. Uma arquitectura verdadeiramente próxima das pessoas precisa de perceber essas diferenças.
É aí que começa o trabalho do arquitecto.



O que vem a seguir
Cinco anos podem parecer pouco tempo.
Mas, para o CURO, foram suficientes para construir um percurso feito de projectos, concursos, investigação, reconhecimento e, sobretudo, muito trabalho.
A nova identidade visual é uma forma de marcar esse momento.
Uma identidade mais próxima do atelier que o CURO é hoje. Uma comunicação mais silenciosa, para que o trabalho possa ocupar o espaço certo.
Porque mudar a imagem não significa mudar aquilo em que acreditamos.
O CURO continua a fazer arquitectura para pessoas reais.
Continua a projectar e a reabilitar espaços com atenção à forma como são vividos.
O melhor do CURO ainda está por vir.