Quarto Entre Planos

Entre Planos, nasce da ideia de camadas — um quarto que resolve uma nova fase: a entrada na adolescência, o primeiro estágio da juventude.
entre planos (loc. masc.):
1. espaço intermédio onde diferentes superfícies se encontram e se articulam.
2. intervalo subtil que organiza o olhar e dá profundidade ao habitar.


Programa: quarto de adolescente
Área de implementação: 13,36m²
Localização: Águeda Portugal
Cliente: privado
Ano: 2026
Arquitetura: CURO
Archviz: Joana Marques

Quarto Entre Planos

Programa: quarto de adolescente
Área de implementação: 13,36m²
Localização: Águeda Portugal
Cliente: privado
Ano: 2026
Arquitetura: CURO
Archviz: Joana Marques

Entre Planos é um projeto de interiores que explora a relação entre superfícies, volumes e profundidades, criando um quarto onde cada elemento se organiza através de uma lógica clara e silenciosa.

O espaço desenha-se na sobreposição de planos — verticais e horizontais — que estruturam as diferentes funções sem recorrer à fragmentação. A zona de descanso, o canto de cuidado pessoal e a área de estudo surgem como extensões naturais umas das outras, definidas por transições subtis e alinhamentos precisos.

A materialidade reforça esta leitura: madeiras claras e tons neutros constroem uma base contínua, enquanto a iluminação integrada acentua a profundidade e o ritmo dos elementos. Os planos verticais, presentes na cabeceira e no sistema de arrumação, criam cadência e orientação, conferindo ao espaço uma sensação de ordem e permanência.

O mobiliário, de desenho simples e proporções equilibradas, integra-se na arquitetura, evitando excessos e valorizando o essencial. Cada peça ocupa o seu lugar com intenção, contribuindo para uma composição coesa e funcional.

Integrado de forma discreta, surge também um lugar dedicado ao animal de companhia (um shih-tzu) — um plano baixo junto à cama que prolonga o espaço de descanso e reforça a ideia de partilha, sem interferir na leitura do conjunto.

Entre Planos é, acima de tudo, um exercício de equilíbrio — um espaço onde a arquitetura se revela na relação entre cheios e vazios, pensado para acompanhar o quotidiano com discrição, clareza, continuidade e a ligação afetuosa entre animal de estimação e dono.