8 mulheres na arquitetura e nas artes que nos inspiram

mulheres na arquitetura

No mês em que celebramos o Dia Internacional da Mulher, o CURO preparou uma homenagem a algumas mulheres na arquitetura que abriram portas e tiveram que romper barreiras para que hoje, outras pudessem correr livremente nos caminhos da arquitetura e das artes.

Por isso, vamos partilhar convosco algumas figuras notáveis que deixaram uma marca indelével, moldando o panorama arquitetónico e artístico no mundo. Estas mulheres não só quebraram barreiras, mas também redefiniram o conceito de beleza, forma e função.

1. Lina Bo Bardi: A vanguardista brasileira que abriu portas para outras mulheres na arquitetura

Comecemos com Lina Bo Bardi, uma arquiteta ítalo-brasileira cujo trabalho revolucionou a cena arquitetónica. A sua abordagem humanista e a paixão pela cultura brasileira estão refletidas em projetos como o Museu de Arte de São Paulo (MASP), no qual a arquitetura celebra a diversidade cultural, fala de política e mostra que o moderno pode ser simples. Uma verdadeira inspiração para o CURO. 

2. Kazuyo Sejima: transparência e luz natural

Kazuyo Sejima é uma arquiteta japonesa conhecida pela sua paixão pela transparência e leveza na arquitetura. O seu trabalho no escritório SANAA, que co-fundou, resultou em projetos como o Museu de Arte Contemporânea de Nova Iorque (New Museum), no qual a luz natural é parte integrante da experiência arquitetónica. 

Foi, ainda, a primeira mulher a ser nomeada diretora do setor de Arquitetura da Bienal de Veneza e a segunda mulher a receber o Prêmio Pritzker, depois de Zaha Hadid. 

3. Zaha Hadid: formas futurísticas

Zaha Hadid nasceu em Bagdá e formou-se em Matemática no Iraque, mais tarde, em Inglaterra, estudou Arquitetura e tornou-se uma visionária que deixou uma marca importante no mundo da arquitetura. As suas estruturas fluidas e futurísticas desafiam a perceção tradicional, e obras como o MAXXI – National Museum of 21st Century Art, em Roma e a Guangzhou Opera House, na China, destacam-se como testamentos da sua genialidade. 

Hadid foi a primeira mulher e a primeira pessoa árabe a receber o Prêmio Pritzker, em 2004. Conquistou o mundo ao trabalhar com ângulos agudos, fachadas curvas e materiais como betão e aço.

4. Helena Almeida: uma artista portuguesa, com certeza

No mundo das artes, Helena Almeida, embora não seja arquiteta, desafiou as fronteiras entre arte e arquitetura. As suas obras multidisciplinares exploram o corpo humano e o espaço de forma única, convidando-nos a repensar a relação entre o corpo e a arquitetura.

A artista plástica portuguesa ganhou vários prémios nacionais e internacionais ao longo da vida, enchendo-nos de orgulho. 

5. Joana Vasconcelos: arte em dimensões monumentais

Joana Vasconcelos é uma grande artista portuguesa que eleva a arte a dimensões monumentais. As suas instalações impressionantes desafiam a escala e a perceção do espaço, oferecendo uma perspetiva única sobre a interseção entre arte e arquitetura.

Para criar as suas obras de grande formato, a artista recorre frequentemente a objetos quotidianos, que reinterpreta, transformando-os numa espécie de arte surreal. Joana Vasconcelos resgata símbolos da arte folclórica tradicional, como é patente na sua instalação “Coração Independente Vermelho”, um objeto de grandes dimensões, feito de talheres de plástico e acompanhado pelo fado.

6. Frida Escobedo: tradição e contemporaneidade em diálogo

Frida Escobedo é uma arquiteta mexicana cuja obra cruza tradição e contemporaneidade com uma sensibilidade única. O seu trabalho explora frequentemente a relação entre tempo, memória e espaço, utilizando materiais locais e jogos de luz e sombra que remetem para a arquitetura vernacular mexicana.

Projetos como o Pavilhão Serpentine, em Londres, trouxeram-lhe reconhecimento internacional e consolidaram a sua posição como uma das vozes mais relevantes da arquitetura contemporânea.

7. Tatiana Bilbao: arquitetura com consciência social

Tatiana Bilbao destaca-se por uma prática profundamente comprometida com o impacto social da arquitetura. Também mexicana, a arquiteta desenvolve projetos que procuram responder a problemas reais, como o acesso à habitação digna, sem abdicar da inovação formal e conceptual.

A sua abordagem coloca as pessoas no centro do processo criativo, mostrando que a arquitetura pode, e deve, ser uma ferramenta de transformação social.

8. Carla Juaçaba: leveza estrutural e integração com a paisagem

A brasileira Carla Juaçaba é reconhecida pela elegância estrutural e pela forma como integra as suas obras na paisagem envolvente. A sua arquitetura caracteriza-se por soluções minimalistas, estruturas aparentemente simples e uma grande precisão técnica.

Entre projetos residenciais e pavilhões efémeros, o seu trabalho revela uma procura constante pela leveza, transparência e diálogo com o meio natural, reforçando a presença feminina na arquitetura contemporânea latino-americana.


Arquitetura e arte, também, são coisas de mulher.

Estas mulheres na arquitetura e nas artes são verdadeiras fontes de inspiração, demonstrando que o talento e a visão transcendem géneros. Que estas, e outras, continuem a inspirar as gerações futuras, abrindo caminho para mais mulheres deixarem a sua marca no mundo da arquitetura e das artes.

Nós moldamos o nosso mundo com visão e atuação, também, na arquitetura. Desde a criação de espaços, até à transformação dos horizontes urbanos, estamos presentes em todas as esferas.

No CURO, a nossa fundadora não só definiu o tom para o nosso atelier, mas também, reuniu uma equipa diversificada de talentosas mulheres. Juntas, estamos comprometidas em redefinir os limites e moldar o futuro da arquitetura em Portugal e além.

Seja inspirando-se em projetos notáveis, na liderança feminina ou na inovação contínua, estamos aqui para celebrar e capacitar as mulheres na arquitetura, sempre.

A construção de um mundo inclusivo também se desenha nos nossos projectos.

Vamos?